
Por um momento lembrei da minha infância. Dos braços do meu pai que vinham acolher eu e minha mãe todas as vezes que ele chegava do trabalho. A mim, era dado um beijo na testa, já a mamãe recebia um beijo longo e carinhoso. Que diferente de muitas crianças, eu não achava nojento, mas sim, um lido gesto de amor entre meus pais. E sempre que eu via essa cena, eu me sentia tão segura... Tenho certeza, que meus dois irmãos gêmeos de sete anos, também viram o quanto era grande o amor dos meus pais... Até um tempo atrás, creio. Me pergunto, como o casamento dos meus pais desmoronou e eu não percebi? Eu podia ter feito alguma coisa... Logo que senti mais lágrimas brotarem dos meus olhos, me dei conta que já estava muito tarde e minha mãe provavelmente estava preocupada, assim como toda minha família. Senti vontade de bater em mim mesmo por ter sido tão descuidada de ficar até tão tarde sozinha na pria sem avisar a ninguém. Levantei da minha cadeira, recolhi minhas coisas, disposta a ir pra casa sozinha. Com muito medo peguei minha cadeira, minha bolsa com todos minhas tralhas e fui andando. Tava completamente perdida, não sabia pra que lado deveria ir. Quando um carro se aproximou de mim. Gelei de medo, mas continuei caminhado. Até que um grito de uma voz conhecida me parou.
- Você tá ficando louca?
Oh, não! Deus, não! Por favor, não! A voz era do John vizinho da casa ao lado. Eu e ele nunca nos falávamos, por motivos que ele olhava pra mim de um jeito irônico. E eu não gostava de olhar nos seus olhos, porque eles me desconcertavam... Sem contar, que ele vivia se exibindo em seu carro do ano, com garotas vestidas com seus minúsculos biquínis. O tipo de cara que eu nunca daria atenção. Agora o que ele queria atrás de mim, me chamando de louca? Me virei calmamente, encadeada pelos faróis do seu carro e respondi:
- Que direito você tem de me chamar de louca, e o que você quer?
- A onde você vai, posso saber? Perguntou com sua voz roca.
- Vou pra casa. Respondi dando as costa e caminhando.
- Nem pense em dar mais um passo. Já basta a preocupação que você deu a sua mãe e toda a sua família...
- O que você tem a ver com isso? Interrompi.
- Vim procurar você. Já a tinha visto na praia mais cedo, deduzi que ainda estaria por aqui perambulando. Pra uma garota que se acha a responsável... Você tá quebrando regras, ein?
- Eu não me acho a responsável. E eu não pedi pra você vir me buscar, pedi? Respondi jogando as coisas de tão cansada no chão e cruzando os braços.
- Pelo amor de Deus! Sua mãe e toda a sua família estava quase louca, eu vim fazer um gesto de caridade, procurar você, com medo de alguma coisa ter te acontecido e é assim que me trata? Obrigada, senhorita gentileza.
Corei de vergonha. Por mais que eu ele não nos déssemos bem, ele tinha vindo me procurar... Por gentileza claro, essa história de que ele se preocupava comigo não colava.
- Tá obrigada. Murmurei.
- Quer ajuda?
- An? Me surpreendi quando ele recolheu todas as minhas coisas e já ia colocando na mala do carro.
- Vamos?
- Ei, espera, eu vou com você?
- Você é sempre lenta assim?
Corei novamente e caminhei até a porta do passageiro que ele tinha aberto pra mim. Sentei no banco e me abracei, sentia muito frio.
- Quer o casaco?
- Não, esta tudo bem, obrigada.
Ele arqueou a sobrancelha lindamente e ligou o carro. Só, que pra nossa surpresa ele não pegou. Depois de inúmeras tentativas, perguntei receosa.
- E agora?
- A única opção é passarmos a noite aqui.
- Você tá ficando louca?
Oh, não! Deus, não! Por favor, não! A voz era do John vizinho da casa ao lado. Eu e ele nunca nos falávamos, por motivos que ele olhava pra mim de um jeito irônico. E eu não gostava de olhar nos seus olhos, porque eles me desconcertavam... Sem contar, que ele vivia se exibindo em seu carro do ano, com garotas vestidas com seus minúsculos biquínis. O tipo de cara que eu nunca daria atenção. Agora o que ele queria atrás de mim, me chamando de louca? Me virei calmamente, encadeada pelos faróis do seu carro e respondi:
- Que direito você tem de me chamar de louca, e o que você quer?
- A onde você vai, posso saber? Perguntou com sua voz roca.
- Vou pra casa. Respondi dando as costa e caminhando.
- Nem pense em dar mais um passo. Já basta a preocupação que você deu a sua mãe e toda a sua família...
- O que você tem a ver com isso? Interrompi.
- Vim procurar você. Já a tinha visto na praia mais cedo, deduzi que ainda estaria por aqui perambulando. Pra uma garota que se acha a responsável... Você tá quebrando regras, ein?
- Eu não me acho a responsável. E eu não pedi pra você vir me buscar, pedi? Respondi jogando as coisas de tão cansada no chão e cruzando os braços.
- Pelo amor de Deus! Sua mãe e toda a sua família estava quase louca, eu vim fazer um gesto de caridade, procurar você, com medo de alguma coisa ter te acontecido e é assim que me trata? Obrigada, senhorita gentileza.
Corei de vergonha. Por mais que eu ele não nos déssemos bem, ele tinha vindo me procurar... Por gentileza claro, essa história de que ele se preocupava comigo não colava.
- Tá obrigada. Murmurei.
- Quer ajuda?
- An? Me surpreendi quando ele recolheu todas as minhas coisas e já ia colocando na mala do carro.
- Vamos?
- Ei, espera, eu vou com você?
- Você é sempre lenta assim?
Corei novamente e caminhei até a porta do passageiro que ele tinha aberto pra mim. Sentei no banco e me abracei, sentia muito frio.
- Quer o casaco?
- Não, esta tudo bem, obrigada.
Ele arqueou a sobrancelha lindamente e ligou o carro. Só, que pra nossa surpresa ele não pegou. Depois de inúmeras tentativas, perguntei receosa.
- E agora?
- A única opção é passarmos a noite aqui.
Segunda-feira mais um capítulo de: Enquanto durar o verão.
Já falei pra você publicar essa webnovela em um site de fanfics? Eu faço parte de um, e tem bastante leitoras. Sério. Gostei muito!
ResponderExcluirBitocas!
www.likeparadise.com.br
Oiiiii nossa curiosa para segunda feira ler o terceiro episódio...Muito legal bjuxx
ResponderExcluirAdorei o texto, sua escrita está cada vez melhor.
ResponderExcluirAté mais.
http://realidadecaotica.blogspot.com.br/
Estou adorando! Li o primeiro capítulo e entendo exatameeeeente pelo que a Júlia está passando! Quando eu tinha 15 anos meus pais tb se separaram... não pelo mesmo motivo, mas é sempre doloroso. E eu nem tinha o mar :(
ResponderExcluirTorço pra ela conseguir superar! ;)
Tá mandando muito bem, viu?
Um beijo
www.naotenhopressa.com
Adorei o texto embora antes de ler a ultima linda dele já sabia o que o cara ia dizer. #previsível
ResponderExcluirAnsiosa pela terceira parte♥ :)
Adoreeei! Parabéns! Muito gostoso de ler <3
ResponderExcluirBeiijoss!
Fer, do www.fernandadiz.com
Nem preciso dizer que gostei muito do segundo capítulo! Gostei do suspense que você deixou agora. Será uma tortura esperar até segunda para saber o que vai acontecer!
ResponderExcluirHttp://clandestinabordoo.blogspot.com.br/
adooooorei haha, mas amiga eu nem vi que tinha o 1 vo correndo lá ler!
ResponderExcluirbeijocas
http://gabieomundosecreto.blogspot.com.br/
saudades das Fanfics rs . que linda a história você escreve super bem :)
ResponderExcluirabraços,
www.oquefalou.com
Muito legal o capítulo dois.
ResponderExcluirConvido responder nossa pesquisa de público, na aba pesquisa no alto do blog.
Big Beijos
blog Lulu on the sky | sorteio
Amando essa história MDs :)
ResponderExcluirCê escreve muito viu... ♥
http://historiaimperfeita.blogspot.com.br/
Estou gostando da história, quero ver o desenrolar desse capítulo kkk.
ResponderExcluirBeijos!
www.mahmaquiagens.blogspot.com.br
ResponderExcluirO que será que vai acontecer nessa noite? =O Continua postando mais srsrsr
http://nisso-pensai.blogspot.com.br/
amando, amando, vou continuar acompanhado. (:
ResponderExcluiramei o capitulo 2
vamos ver o que vai acontecer com essa mocinha **
beijo
minhahistoriasendofeita.blogspot.com.br
Gostei bastante, vou continuar a ler, leio o próximo amanha :D
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