
- Nem imaginava que você cantava tão bem. - Eu conhecia essa voz... Abri os olhos me levantei rápido e fitei o John absolutamente envergonhada.
- Oi.
- Na verdade existem coisas sobre você que eu não faço ideia não é, Júlia? - Perguntou me dando as costas e ascendendo a luz do poste que ficava bem próximo de onde estávamos. Como ele sabia daquilo? Não queria claridade, assim teria que olhar em seus olhos desconcertantes. Vendo minha surpresa, disse:
- Meu pai descobriu e me contou. Odeio conversar com alguém na escuridão sem ver seu rosto. Principalmente o seu.
- Por que, principalmente o meu?
- Você já sabe. Já que finalmente nos encontramos desde que você me deu um fora dias depois de nosso afável encontro no praia, preciso conversar com você. - Disse sentando na areia próximo de mim. Me sentei ao seu lado e respondi:
- O que deseja?
- Por que está tão formal?
- Quero ir pra casa John, está escuro e frio e eu preciso ir...
- Você não queria ir pra casa antes de eu chegar. Não está muito escuro, acabei de ascender a luz do post, lembra? E você está com um casaco, se ainda sentei frio é só chegar mais perto de mim. - Disse com uma piscadela.
- Não, obrigada. O que você quer falar? - Respondi séria indo direito ao assunto. Não sei explicar o desconforto que se instala em mim quando estou perto desse cara. Seus olhos fitam os meus, como se quisessem descobrir alguma coisa. E sua voz, me fazia arrepiar.
- Conhece meu tio Frank, não conhece? Bem, ele montou uma escola para crianças carentes, filhos de pescadores que moram aqui perto. Infelizmente, cerca de 30 crianças não sabem ler e escrever. E ele gostaria de contratar alguns professores durante essas férias de janeiro para ensinar. Daí, lembrei de você. Descobri que você fazia letras ouvindo uma das conversas de nossas mães. E gostaria de perguntar se você... pode? - Sua voz era tão convincente e seu rosto deixava transparecer uma leve certeza, que eu contrariei, infelizmente.
- Eu gostaria muito de ajudar, John. Mas, eu e meus pais estamos voltando amanhã pra casa. Sinto muito. - Falei com sinceridade. Então, era esse o motivo que o John queria falar comigo. Me sentia mais envergonhada ainda por ter rejeitado conversar com ele.
- Entendo, mas você vai fazer alguma coisa nessas férias de janeiro?
- Não.
- Então porque você não fica? Pode ficar na minha casa se quiser. Minha mãe ia adorar.
- Eu sei. Sua mãe, é um amor quero dizer... Obrigada pela oferta, mas não posso. - Não podia imaginar eu na casa de John todos os dias. Seus pais eram incríveis. Mas, aquelas suas primas... E ele, ver ele todos os dias? Não. Não tá certo.
- Eu sei. Sua mãe, é um amor quero dizer... Obrigada pela oferta, mas não posso. - Não podia imaginar eu na casa de John todos os dias. Seus pais eram incríveis. Mas, aquelas suas primas... E ele, ver ele todos os dias? Não. Não tá certo.
- Uma pena, só vai ficar a minha mãe e minha tia de meninas em casa. E eu vou passar um tempo na casa do meu Tio, que fica mais perto da escola. - Disse com uma cara lindamente triste.
- E você vai ensinar?
- Não, mas a casa que meu tio comprou pra montar a escolinha tá precisando de uns reparos. Vou ajudar.- Respondeu me olhando nos olhos com um sorriso tímido. Ele esta sentando ao meu lado na areia. Conversando sobre um trabalho voluntário de férias. É, talvez eu estivesse muito enganada sobre o John. Que feio, Júlia. Dizia pra mim mesma. Nesse momento, senti meu celular vibrar na mão. Era uma mensagem do meu primo me ordenando voltar pra casa, já. Me levantei da areia e disse:
- Preciso ir. Mas, eu prometo que vou pensar sobre o que você me disse. Seria um prazer ajudar. - Quando eu disse isso, John se levantou da areia, ficou de frente pra mim. E surpreendentemente, acariciou ternamente minha bochecha. Apesar de estar mau vestido, como sempre. Mas, cem por cento lindo. Sua mão estava quente. E olhando em seus olhos me permiti desfrutar desse pequeno prazer... Até, que meu celular vibra novamente e eu acordo.
- Você precisa ir, certo? Perguntou com a voz tensa, afastando sua mão da minha bochecha.
- Sim. Obrigada. - Sorri da forma mais linda que podia e virei as costas. Só que a minha vontade era ficar lá. Mesmo assim, sem olhar pra trás, andei até em casa. Abri a porta da frente e toda minha família estava sentada na sala. Agora, qual seria a boa estória que eu ia contar?
- E você vai ensinar?
- Não, mas a casa que meu tio comprou pra montar a escolinha tá precisando de uns reparos. Vou ajudar.- Respondeu me olhando nos olhos com um sorriso tímido. Ele esta sentando ao meu lado na areia. Conversando sobre um trabalho voluntário de férias. É, talvez eu estivesse muito enganada sobre o John. Que feio, Júlia. Dizia pra mim mesma. Nesse momento, senti meu celular vibrar na mão. Era uma mensagem do meu primo me ordenando voltar pra casa, já. Me levantei da areia e disse:
- Preciso ir. Mas, eu prometo que vou pensar sobre o que você me disse. Seria um prazer ajudar. - Quando eu disse isso, John se levantou da areia, ficou de frente pra mim. E surpreendentemente, acariciou ternamente minha bochecha. Apesar de estar mau vestido, como sempre. Mas, cem por cento lindo. Sua mão estava quente. E olhando em seus olhos me permiti desfrutar desse pequeno prazer... Até, que meu celular vibra novamente e eu acordo.
- Você precisa ir, certo? Perguntou com a voz tensa, afastando sua mão da minha bochecha.
- Sim. Obrigada. - Sorri da forma mais linda que podia e virei as costas. Só que a minha vontade era ficar lá. Mesmo assim, sem olhar pra trás, andei até em casa. Abri a porta da frente e toda minha família estava sentada na sala. Agora, qual seria a boa estória que eu ia contar?
Ellen, eu ia falar de quanto a história da cada dia mais envolvente, mas devo falar de outra coisa. De sua escrita, está de parabéns, pois a cada dia fica melhor.
ResponderExcluirAté mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/
Parabéns flor, vc escreve mt bem , consegue nos envolver com seus textos , ansiosa pelo novo capitulo haha <3
ResponderExcluirTo seguindo aqui e curti a fan Page flor, pode retribui?
Blog: http://ingridegoes.blogspot.com.br/
Fan page: http://goo.gl/hNmEGx
Ha que legal a web...
ResponderExcluirvou ver os outros capitulos depois :)
A Júlia está passando por muitas coisas! Tomara que ela aceite a oferta do John. Muito bom esse capítulo. Sua escrita está cada vez melhor Ellen.
ResponderExcluirClandestina a Bordo | FanPage | Twitter
Entrei na história e já estou ansiosa pelo próximo capítulo, flor. beijinhos
ResponderExcluirA cada dia mais interessada na história e no final é lógico kkkk.
ResponderExcluirBeijos!
www.mahmaquiagens.blogsapot.com.br
Estou adorando acompanhar a webnovela, estou me identificando cada vez mais com os personagens e mal posso esperar pelo próximo capítulo!
ResponderExcluirAdorei o post. Um super beijo!
http://www.sonhandoalto.com.br/